
- O Banco Central informou que 20,3 milhões de brasileiros estavam em endividamento de risco em junho de 2026, equivalendo a 17% dos devedores ativos.
- Entre quem recebe até dois salários mínimos, 42% da renda mensal está comprometida com dívidas, sendo 15% apenas com faturas de cartão de crédito, enquanto a faixa acima de dez salários mínimos tem comprometimento de 18,6%.
- O BC prepara novas regulamentações para restringir crédito sem garantia e já aprovou regras que exigirão autorização prévia para envio de ofertas de crédito a partir de 31 de março de 2027.
Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia
O total de brasileiros enquadrados na condição de endividamento de risco alcançou a marca de 20,3 milhões de pessoas em junho de 2026. O dado faz parte do Relatório de Estabilidade Financeira divulgado pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira, dia 27 de outubro. O contingente representa 17% do total de devedores ativos no Sistema Financeiro Nacional e reflete um crescimento acumulado de 75% no período de cinco anos.
O estudo aponta que o comprometimento de renda é mais severo entre as famílias de menor poder aquisitivo. Na faixa populacional que recebe até dois salários mínimos — que engloba 61,2 milhões de pessoas —, o comprometimento médio da renda mensal com o pagamento de dívidas atingiu 42% em junho deste ano, sendo 15% destinados exclusivamente às faturas do cartão de crédito. Por outro lado, para a parcela da população com rendimento superior a dez salários mínimos, a taxa de comprometimento ficou em 18,6%.
Diante do avanço dos indicadores, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, informou que a autoridade monetária prepara a implementação de novas regulamentações ainda este ano. O foco das futuras medidas será restringir a oferta agressiva de modalidades de crédito sem garantia, como o rotativo do cartão, cheque especial e crédito pessoal não consignado, que mantêm trajetória de alta mesmo sob patamares elevados de juros.
A classificação de risco adotada pelo Banco Central baseia-se no atendimento a pelo menos dois de quatro critérios técnicos: atraso superior a 90 dias em obrigações financeiras; comprometimento de renda acima de 50%; uso simultâneo de modalidades de alto custo; ou renda líquida remanescente inferior à linha de pobreza. Na última sexta-feira, dia 23, o BC já havia aprovado regras que exigirão autorização prévia de clientes para o envio de propostas comerciais de crédito, com vigência estipulada para 31 de março de 2027.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Quantos brasileiros estão atualmente na faixa de endividamento de risco segundo o BC?
O relatório oficial aponta 20,3 milhões de brasileiros nessa condição em junho de 2026, o que representa 17% dos devedores do sistema financeiro.
Qual é o percentual de comprometimento de renda da população que ganha até dois salários mínimos?
Essa faixa salarial compromete em média 42% da renda mensal com dívidas, dos quais 15% correspondem a gastos no cartão de crédito.
Quais critérios definem um consumidor em situação de endividamento de risco?
O BC considera fatores como atraso superior a 90 dias, comprometimento de mais de 50% da renda, uso simultâneo de cartões/cheque especial e sobra salarial abaixo da linha de pobreza.
Quando entram em vigor as primeiras regras de bloqueio a ofertas de crédito?
As medidas regulatórias que exigem concordância prévia para envio de propostas ativas de crédito passarão a vigorar em 31 de março de 2027.
Com informações de Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil
Fonte: newsrondonia.com.br