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SINPOL/RO reúne órgãos fiscalizadores, apresenta prestação de contas e esclarece movimentações financeiras da atual gestão – Geral

Reunião contou com a participação da Diretoria Executiva, Conselho Fiscal, Conselho de Ética e Disciplina, representantes sindicais e prestadores de serviços. Documentos financeiros foram apresentados para análise dos órgãos competentes.

SINPOL/RO reúne órgãos fiscalizadores, apresenta prestação de contas e esclarece movimentações financeiras da atual gestão

Em mais uma iniciativa voltada à transparência e à responsabilidade na administração dos recursos sindicais, a atual Diretoria Executiva do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado de Rondônia (SINPOL/RO), presidida por Odair José Ozame, realizou, no dia 30 de outubro de 2026, uma reunião ampliada para apresentar informações sobre a situação financeira da entidade, esclarecer movimentações bancárias e detalhar contratos e despesas administrativas.

O encontro, realizado na sede administrativa do sindicato, reuniu integrantes da Diretoria Executiva, membros do Conselho Fiscal e do Conselho de Ética e Disciplina, presidentes de sindicatos parceiros e profissionais responsáveis pela prestação de serviços à entidade.

Durante mais de quatro horas, foram apresentados documentos, relatórios, comprovantes de pagamentos e esclarecimentos sobre a condução administrativa e financeira do SINPOL/RO.

Por iniciativa do presidente Odair Ozame, os prestadores de serviços também participaram da reunião, oportunidade em que esclareceram diretamente as atividades desenvolvidas, os contratos firmados e os procedimentos adotados pela atual gestão.

A contabilidade, juntamente com o presidente, apresentou informações sobre a saúde financeira do sindicato, suas receitas, despesas e compromissos administrativos.

Na ocasião, foi entregue ao Conselho Fiscal a documentação referente à prestação de contas, incluindo comprovantes de pagamentos, demonstrativos e registros financeiros, para análise do colegiado, conforme suas competências estatutárias.

De acordo com o presidente Odair Ozame, a reunião representou uma oportunidade de demonstrar as ações desenvolvidas pela gestão e os desafios enfrentados desde a posse, em abril de 2026.

Mais de 70 dias sem acesso às contas: presidente e tesoureiro-geral assumiram responsabilidades para manter o SINPOL/RO funcionando

Um dos principais pontos esclarecidos durante a reunião foi a movimentação financeira realizada em 17 de junho de 2026, no valor de R$ 52.098,00, transferido ao presidente Odair Ozame para cobertura de despesas da própria entidade.

Para compreender a operação, é necessário considerar as circunstâncias excepcionais enfrentadas pela atual administração desde sua posse, em 5 de abril de 2026.

Com o encerramento do mandato anterior, a nova Diretoria precisava regularizar o registro da ata de posse para obter acesso às contas bancárias do sindicato. Entretanto, ações judiciais impediram temporariamente esse procedimento, deixando a gestão por mais de 70 dias impossibilitada de movimentar os recursos financeiros da entidade.

O impedimento atravessou os meses de abril, maio e junho, período em que o SINPOL/RO continuou funcionando e mantendo suas obrigações.

Com funcionários distribuídos em três sedes, além de despesas permanentes com energia elétrica, água, telefonia, internet, manutenção e outros serviços essenciais, a entidade não poderia simplesmente interromper suas atividades.

Diante desse cenário, o presidente Odair Ozame, com o apoio do Tesoureiro-Geral Ismael Miranda, assumiu a responsabilidade de assegurar a continuidade dos serviços.

Para isso, foram utilizados recursos próprios, permitindo o pagamento de obrigações essenciais e evitando que os trabalhadores fossem prejudicados pelas dificuldades administrativas.

O presidente Odair Ozame destacou:

“Quando assumimos a gestão, encontramos uma situação excepcional. Estávamos impedidos de movimentar as contas do sindicato, mas os funcionários continuavam trabalhando, as contas continuavam chegando e a entidade precisava funcionar. Não poderíamos simplesmente cruzar os braços e deixar pais e mães de família sem receber. Assumi essas responsabilidades porque o compromisso com o SINPOL e com os nossos colaboradores precisava estar acima das dificuldades que estávamos enfrentando.”

A documentação apresentada registra despesas com pagamentos parciais de salários, energia elétrica, água, telefonia, internet, manutenção do Clube Campestre, serviços administrativos, alimentação de funcionários e outras necessidades operacionais.

Os demonstrativos apresentados pela gestão relacionam despesas que totalizam R$ 63.781,70, abrangendo pagamentos realizados entre abril e junho, inclusive após a liberação das contas bancárias.

Com a regularização do acesso aos recursos, foi realizada a transferência de R$ 52.098,00 ao presidente, em 17 de junho, sem incidência de juros ou correção monetária.

A Diretoria esclareceu que o valor transferido corresponde ao repasse realizado ao presidente, enquanto o montante de R$ 63.781,70 representa o total das despesas relacionadas nos demonstrativos apresentados.

Mesmo após o recebimento do repasse, Odair continuou realizando pagamentos de compromissos da entidade, auxiliando o Tesoureiro-Geral diante do acúmulo de demandas administrativas. Os registros apresentados incluem pagamentos efetuados até 27 de junho de 2026.

O Tesoureiro-Geral Ismael Miranda destacou a finalidade administrativa da transferência e os esforços realizados para manter o sindicato em funcionamento durante o período de impedimento bancário.

“Foram mais de 70 dias sem acesso às contas, mas as obrigações do sindicato não pararam. Sem a participação dos demais diretores naquele momento, eu e o presidente Odair Ozame nos desdobramos para manter a entidade funcionando e honrar os compromissos com nossos funcionários. A transferência foi destinada exclusivamente às despesas do SINPOL, sem qualquer vantagem pessoal. Todos os pagamentos foram comprovados e apresentados ao Conselho Fiscal. Nossa prioridade sempre foi preservar a entidade e garantir a continuidade dos serviços.”

Durante a reunião de 30 de outubro, a documentação referente às despesas foi apresentada fisicamente e também exibida em mídia, na sala de reuniões da sede administrativa, pelo presidente.

A apresentação permitiu que os participantes acompanhassem os lançamentos, os valores pagos e a destinação informada dos recursos.

Segundo a gestão, os pagamentos relacionados à prestação de contas foram acompanhados dos respectivos documentos comprobatórios, incluindo notas fiscais, faturas, recibos assinados e comprovantes de transferências bancárias.

Toda a documentação foi entregue ao Conselho Fiscal, órgão estatutariamente competente para analisar os extratos, demonstrativos financeiros, receitas e despesas da entidade.

A Diretoria sustenta que os documentos apresentados demonstram a vinculação dos recursos às necessidades institucionais e permitem a conferência da movimentação financeira realizada naquele período.

Ações para preservar o funcionamento do sindicato e a assistência à categoria

A gestão destacou que, paralelamente aos esforços para assegurar o pagamento de funcionários e a manutenção das atividades administrativas, o presidente Odair Ozame e o Tesoureiro-Geral Ismael Miranda também atuaram para impedir a interrupção do plano de saúde que atende centenas de policiais civis e seus dependentes.

Segundo a Diretoria, ambas as iniciativas foram desenvolvidas em circunstâncias excepcionais, com a finalidade de preservar direitos, assegurar a continuidade dos serviços e evitar prejuízos aos filiados e trabalhadores da entidade.

A administração considera contraditório que a atuação em defesa da continuidade da assistência à saúde não tenha sido questionada pelo vice-presidente, enquanto as despesas assumidas pelo presidente para manter o funcionamento do sindicato, posteriormente objeto de ressarcimento documentado, passaram a ser alvo de questionamentos.

Para a gestão, as duas situações tiveram a mesma finalidade institucional: proteger a categoria e impedir que as dificuldades administrativas comprometessem serviços essenciais e a remuneração dos funcionários.

A Diretoria reafirmou que os documentos referentes à movimentação financeira foram encaminhados ao Conselho Fiscal para análise, sem antecipar qualquer conclusão que dependa da manifestação do órgão competente.

Diretoria esclarece contratações, revisão de contratos e redução dos custos com prestadores de serviços

Outro ponto esclarecido pela atual gestão do SINPOL/RO diz respeito à divulgação, pelo vice-presidente, de contratos de assessoria jurídica, contabilidade, gestão administrativa e outros serviços, cujos valores foram apresentados publicamente sem a contextualização das circunstâncias em que foram firmados e das alterações posteriormente realizadas.

Nas redes sociais, o vice-presidente também afirmou que seus requerimentos de informações não teriam sido respondidos.

Entretanto, a Diretoria contesta essa narrativa e esclarece que, após a apresentação dos pedidos, o próprio vice-presidente, durante reunião interna, solicitou seu arquivamento, afirmando que os esclarecimentos já haviam sido prestados e que o encaminhamento de novas respostas seria desnecessário.

Segundo a administração, essa manifestação foi presenciada por integrantes da Diretoria e funcionários da entidade, circunstância que causa estranheza diante da posterior divulgação dos documentos acompanhada de questionamentos sobre a ausência de esclarecimentos.

A gestão ressalta que os valores divulgados não refletem integralmente a realidade contratual vigente, uma vez que, desde o início do mandato, foram realizadas revisões, rescisões, renegociações e adequações dos serviços às necessidades administrativas e financeiras do sindicato.

Contratações durante o bloqueio das contas não representaram desembolso imediato

A Diretoria explicou que, durante os mais de 70 dias em que permaneceu impossibilitada de movimentar as contas bancárias, o sindicato enfrentou uma situação administrativa excepcional.

Embora não tivesse acesso aos recursos financeiros, a entidade precisava assegurar a continuidade de atividades indispensáveis à sua regularização e ao funcionamento institucional.

Nesse período, foram formalizadas contratações de assessoria jurídica, contabilidade e assessoria de gestão administrativa, consideradas necessárias para dar suporte à nova administração.

A gestão esclareceu que os prestadores foram previamente informados sobre o bloqueio bancário, a impossibilidade de pagamento imediato e os riscos decorrentes dessa condição.

O presidente Odair Ozame destacou que as contratações foram realizadas com transparência quanto às limitações financeiras enfrentadas naquele momento.

“Os profissionais contratados sabiam que não havia condições de pagamento naquele momento e aceitaram prestar os serviços nessas circunstâncias. Também deixei claro que, assim que a Diretoria estivesse em pleno exercício, os contratos poderiam ser revistos, renegociados ou reformulados. Foi exatamente o que aconteceu. Nossa prioridade era garantir o funcionamento da entidade, sem desembolsos imediatos durante aquele período.”

A administração enfatizou que não houve desembolso financeiro pelos serviços contratados durante o bloqueio das contas, embora os profissionais tenham iniciado suas atividades e prestado o suporte necessário à gestão.

Revisão contratual foi discutida pelo presidente, tesoureiro-geral e diretor jurídico

Com a regularização administrativa e o avanço do exercício das funções pelos demais integrantes da Diretoria, teve início uma nova etapa de avaliação dos contratos.

O Diretor Jurídico, Manoel Tavares, embora ainda não estivesse formalmente cedido para o exercício integral de suas atribuições no período inicial, acompanhou as providências adotadas pelo presidente e tinha conhecimento das dificuldades enfrentadas pela administração.

Após sua liberação para o desempenho das atividades sindicais, passou a participar diretamente das discussões contratuais, ao lado do presidente Odair Ozame e do Tesoureiro-Geral Ismael Miranda.

Os três dirigentes realizaram reuniões para examinar os serviços necessários à entidade, os objetos contratuais, as condições de prestação e a compatibilidade dos valores com a realidade financeira do sindicato.

O Diretor Jurídico destacou que as decisões não decorreram de iniciativas isoladas, mas de um processo de avaliação administrativa posteriormente submetido à apreciação da Diretoria Executiva.

“Quando passei a exercer integralmente minhas funções, uma das nossas prioridades foi revisar os contratos. Eu, o presidente Odair e o Tesoureiro-Geral Ismael realizamos diversas reuniões para analisar os serviços, discutir valores e adequar as contratações à realidade do sindicato. As propostas foram posteriormente levadas à apreciação da Diretoria Executiva. Os prestadores que hoje atendem ao SINPOL contam com a anuência da gestão, porque as contratações foram discutidas e ajustadas conforme as necessidades da entidade.”

Contratos foram reformulados e valores atuais são inferiores aos divulgados

A Diretoria esclareceu que o processo de reorganização resultou na rescisão de contratos, na renegociação de valores e na reformulação de objetos contratuais, com o objetivo de evitar sobreposição de serviços e adequar as despesas à capacidade financeira da entidade.

As circunstâncias das contratações iniciais, incluindo o período de bloqueio das contas e a necessidade de suporte técnico à administração, foram apresentadas nas reuniões internas que antecederam a apreciação das propostas pelo colegiado.

Segundo a gestão, os contratos atualmente mantidos pelo SINPOL/RO contam com a anuência da Diretoria Executiva, e a soma dos valores vigentes é significativamente inferior àquela apresentada nas divulgações realizadas pelo vice-presidente.

A administração ressalta que a comparação entre contratos antigos, rescindidos e reformulados, sem distinguir suas respectivas vigências, pode transmitir uma percepção equivocada sobre as despesas atuais do sindicato.

Diante disso, a Diretoria questiona: qual seria o objetivo do vice-presidente ao divulgar valores de contratos que já foram rescindidos ou reformulados, sem apresentar aos filiados a realidade contratual vigente?

Durante a reunião de 30 de outubro, os prestadores de serviços participaram dos esclarecimentos, apresentando informações sobre os objetos contratuais, as atividades desenvolvidas e as condições das contratações.

Para a Diretoria, a transparência exige a apresentação dos serviços efetivamente prestados e das despesas correspondentes à realidade atual da entidade.

A gestão reafirmou que a reorganização dos contratos integra o compromisso assumido de profissionalizar a administração, preservar a continuidade dos serviços e assegurar uma aplicação responsável dos recursos dos filiados.

Diretoria esclarece contexto de gravação de setembro e nega uso de recursos sindicais na campanha eleitoral

Outro ponto abordado pela Diretoria diz respeito à divulgação de um áudio registrado em encontro interno realizado em 4 de setembro de 2026, no qual o presidente Odair Ozame fez referência a supostas despesas relacionadas à campanha eleitoral.

A administração esclareceu que o áudio divulgado não contempla a integralidade da reunião, deixando de apresentar manifestações posteriores consideradas fundamentais para compreender o contexto da declaração.

Conforme relatado pelos participantes, ainda durante o encontro de setembro, o próprio presidente esclareceu que a afirmação havia sido deliberadamente hipotética, sem correspondência com os fatos, como parte de uma estratégia interna adotada diante dos conflitos enfrentados pela gestão naquele período.

Segundo a Diretoria, esse esclarecimento foi presenciado pelos integrantes presentes, inclusive pelo vice-presidente, que teria tomado conhecimento do contexto completo da manifestação naquela mesma ocasião e tendo sido a informação reiterada na última reunião (30/10).

Campanha eleitoral foi realizada sem utilização de recursos sindicais, afirma diretoria

Durante os esclarecimentos prestados em 30 de outubro, o presidente Odair Ozame reiterou que os recursos financeiros do SINPOL/RO não foram empregados no custeio da campanha eleitoral da chapa eleita.

A Diretoria destacou que se tratou de uma campanha sindical simples, disputada por duas chapas, em uma categoria relativamente pequena, cuja dimensão não exigia grandes investimentos financeiros.

Segundo a gestão, a mobilização foi realizada de forma orgânica, com despesas custeadas pelos próprios integrantes da chapa, que percorreram as regionais de Rondônia para apresentar suas propostas e dialogar diretamente com os policiais civis.

A secretária-geral do SINPOL/RO, Shelly Nóbrega, também se manifestou sobre o assunto, destacando que o vice-presidente participou diretamente da organização e do custeio da campanha eleitoral, acompanhando os demais integrantes da chapa nas visitas às regionais do estado.

“O que causa estranheza é que o próprio vice-presidente participou de toda a campanha. Ele percorreu as regionais, acompanhou a organização, conhecia os custos e também contribuiu financeiramente. Foi uma campanha simples, construída com o esforço e os recursos dos próprios integrantes da chapa. Por isso, não faz sentido que agora questione de onde vieram os recursos, quando ele mesmo participou desse custeio. Todos nós sabemos como aquela campanha foi realizada.”

A administração esclareceu, ainda, a necessidade de distinguir as despesas particulares de campanha das despesas institucionais necessárias à organização e à realização do pleito eleitoral.

Ata produzida pelo vice-presidente foi divulgada após a reunião de esclarecimentos

Outro fato que chamou a atenção da Diretoria ocorreu na noite de 30 de outubro, após a realização da reunião de esclarecimentos, quando o vice-presidente divulgou uma ata referente ao encontro interno de 4 de setembro.

Até aquele momento, segundo a administração, os demais integrantes da Diretoria não tinham conhecimento da existência do documento, razão pela qual a ata não foi objeto de discussão, conferência ou deliberação durante a reunião realizada naquele dia.

A administração esclarece que o documento foi elaborado unilateralmente pelo vice-presidente, embora, segundo a interpretação da gestão sobre o Estatuto do SINPOL/RO, a responsabilidade pela elaboração e formalização das atas não integre as competências atribuídas ao seu cargo.

Além da questão relacionada à competência para sua elaboração, a Diretoria aponta que o documento não contempla a integralidade da reunião de setembro, especialmente os esclarecimentos prestados pelo presidente acerca do caráter hipotético da declaração posteriormente divulgada.

A Diretoria ressalta que a ata não foi submetida ao conhecimento, à conferência ou à aprovação dos demais dirigentes, tampouco recebeu suas assinaturas.

Na avaliação da administração, a elaboração unilateral de um registro considerado incompleto, seguida de sua divulgação sem a validação dos participantes, compromete a fidelidade do documento em relação aos acontecimentos que pretende retratar.

A gestão considera especialmente preocupante que a divulgação tenha ocorrido após uma reunião convocada justamente para apresentar documentos, prestar esclarecimentos e permitir a análise responsável dos fatos pelos órgãos competentes.

Para a Diretoria, o exercício de funções sindicais exige respeito às competências estatutárias, às decisões colegiadas e à responsabilidade institucional, especialmente quando estão em discussão a credibilidade da entidade e a honra de seus representantes.

Conduta do vice-presidente no ambiente de trabalho gera preocupação e é submetida ao conselho de ética e disciplina

A atual Diretoria do SINPOL/RO também manifestou preocupação com os relatos envolvendo a conduta do vice-presidente no relacionamento com os funcionários da entidade, especialmente após sua liberação para o exercício presencial das atividades sindicais.

Segundo a administração, desde então, passaram a ser relatados episódios de tensão, conflitos e abordagens consideradas inadequadas, que teriam comprometido a tranquilidade e a organização do ambiente de trabalho, tanto na sede administrativa quanto no Clube Campestre.

Nesse período, pelo menos três funcionários deixaram de integrar o quadro da entidade, situação que, na avaliação da Diretoria, merece atenção diante das queixas apresentadas sobre o ambiente institucional.

Entre os casos mencionados está o da ex-funcionária que atuava no hotel do sindicato. Conforme relatos levados à administração, a trabalhadora teria enfrentado abordagens insistentes e situações que considerou intimidatórias, atribuídas ao vice-presidente, circunstâncias que teriam contribuído para sua decisão de encerrar o vínculo de trabalho.

Outro relato envolve o ex-funcionário que exercia a função na sede campestre da entidade, também teria manifestado desconforto diante da forma como era abordado pelo vice-presidente durante o desempenho de suas atividades, tendo ocasionado registro de ocorrência e diversas tratativas com o então vice-presidente.

Funcionárias relatam episódios de intimidação e receio no ambiente administrativo

A situação também teria alcançado funcionárias da sede administrativa, que, segundo informações apresentadas à Diretoria, relataram episódios em que o vice-presidente teria elevado o tom de voz, batido sobre mesas e adotado posturas percebidas como intimidatórias durante interações profissionais.

Um dos episódios mais recentes teria ocorrido na semana passada, durante o período da tarde, quando, segundo o relato de uma funcionária administrativa, o vice-presidente estaria filmando o ambiente de trabalho, mesmo diante de seu desconforto com a situação.

A colaboradora afirma que solicitou expressamente que não fosse filmada. Nesse momento, conforme seu relato, o vice-presidente teria reagido de maneira grosseira, batendo na mesa e afirmando que iria acabar com aquela situação e que, ali existia uma “árvore de empregos”, que ele iria “quebrar o galho” em que a funcionária estava.

Segundo a trabalhadora, a manifestação foi percebida como uma ameaça à sua permanência no emprego, especialmente pela forma como as palavras teriam sido proferidas e pelo comportamento adotado durante o episódio.

A funcionária relatou que a situação ocorreu em um horário de pouca movimentação na sede sindical, circunstância que, associada aos episódios anteriores envolvendo o vice-presidente, intensificou sua sensação de medo e vulnerabilidade.

Conforme os relatos recebidos pela Diretoria, situações dessa natureza têm provocado apreensão entre os colaboradores, que afirmam vivenciar momentos de tensão e desgaste emocional diante das abordagens do vice-presidente.

A administração considera preocupante que trabalhadores responsáveis pelo funcionamento cotidiano da entidade relatem receio de exercer suas atividades em razão de conflitos com integrantes da própria direção sindical.

Para a Diretoria, os fatos narrados exigem apuração responsável, especialmente diante da possibilidade de que manifestações e comportamentos de dirigentes sejam percebidos pelos funcionários como ameaças à estabilidade de seus vínculos profissionais e à segurança do ambiente de trabalho.

Mensagens fora do expediente e requerimentos direcionados a funcionários também são questionados

Outro ponto levantado pela administração refere-se ao envio de mensagens e requerimentos diretamente aos funcionários, inclusive em horários incompatíveis com a rotina habitual de trabalho.

Segundo a Diretoria, há relatos de comunicações encaminhadas pelo vice-presidente durante a madrugada, por volta de meia-noite e uma hora da manhã, contendo solicitações e cobranças relacionadas a assuntos administrativos.

A gestão considera necessário examinar não apenas o conteúdo dessas comunicações, mas também sua frequência, os horários de envio e a forma como os trabalhadores e prestadores são abordados, especialmente diante dos relatos de pressão e constrangimento.

Na avaliação da Diretoria, o exercício de uma função sindical não autoriza a utilização de prerrogativas institucionais para submeter funcionários a cobranças abusivas, intimidações ou situações que possam comprometer sua dignidade profissional.

Relatos serão analisados pelas instâncias estatutárias

Diante desse conjunto de acontecimentos, a Diretoria informou que foram encaminhadas ao Conselho de Ética e Disciplina solicitações de análise e deliberação sobre a conduta do vice-presidente, abrangendo sua atuação no ambiente institucional, o relacionamento com funcionários e a observância das competências estatutárias.

Entre os pontos apresentados estão os relatos de possíveis constrangimentos, intimidações, abordagens inadequadas, conflitos nas dependências do sindicato e comunicações dirigidas aos colaboradores fora do expediente.

O encaminhamento tem por finalidade assegurar a apuração dos acontecimentos pelas instâncias competentes, mediante exame dos relatos, documentos e demais elementos disponíveis, com respeito ao contraditório e à ampla defesa, sem antecipação de qualquer juízo de responsabilidade.

A administração reafirma que o ambiente sindical deve ser pautado pelo respeito, pela segurança e pela valorização de seus trabalhadores, independentemente dos cargos ocupados por seus dirigentes.

Para a Diretoria, a defesa da dignidade dos trabalhadores deve começar dentro da própria instituição, garantindo que todos os funcionários possam exercer suas atividades em um ambiente profissional respeitoso, seguro e livre de constrangimentos.

Transparência, responsabilidade e respeito às instâncias estatutárias

Ao final dos esclarecimentos, a atual gestão reafirmou seu compromisso com a transparência, a responsabilidade administrativa e o respeito aos órgãos estatutariamente competentes para a fiscalização das contas e a análise de questões institucionais.

A Diretoria destacou que a reunião de 30 de outubro foi realizada justamente para permitir a apresentação dos documentos, o esclarecimento das dúvidas levantadas e o acompanhamento das informações pelos integrantes dos colegiados presentes.

A documentação financeira foi entregue ao Conselho Fiscal para análise, cabendo ao órgão examinar os demonstrativos, comprovantes e demais registros apresentados, nos termos das disposições estatutárias.

A administração também ressaltou que eventuais divergências internas devem ser tratadas por meio dos procedimentos previstos no Estatuto, com respeito às competências de cada dirigente e às deliberações dos órgãos colegiados.

Para a gestão, o compromisso com a transparência não se limita à divulgação de informações isoladas, mas exige a apresentação de documentos, a contextualização dos acontecimentos e a disposição para prestar esclarecimentos perante as instâncias responsáveis.

O SINPOL/RO reafirma que a prioridade da atual administração permanece sendo a defesa dos policiais civis de Rondônia, a continuidade dos serviços oferecidos à categoria e a condução responsável dos recursos e das atividades institucionais.

 

Diretoria Executiva SIPOL-RO – Gestão Unidade e Força

Odair Ozame
Ismael Miranda
Manoel Tavares
Auxiliadora de Jesus
Mirtes Feitosa
Geraldo Gomes
Shelly Nóbrega
Ataídes Matias
Evandro Brito

Rondoniagora.com

Fonte: www.rondoniagora.com