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Alcolumbre critica oposição por questionar urnas após segundo turno: “Só deu errado no segundo turno?”

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), criticou nesta quarta-feira (4) políticos da oposição que passaram a questionar a confiabilidade das urnas eletrônicas após a derrota de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026.

Durante pronunciamento no plenário do Senado, Alcolumbre questionou a postura de parlamentares que comemoraram os resultados do primeiro turno, quando o PL conquistou uma grande bancada no Congresso Nacional, mas passaram a contestar o sistema eleitoral após o resultado da disputa presidencial.

“No primeiro turno, a urna eletrônica prestou”, afirmou o senador, ao lembrar que o mesmo sistema foi utilizado para eleger deputados federais e senadores.

O presidente do Senado também mencionou o desempenho de Flávio Bolsonaro na primeira etapa da eleição, quando o candidato recebeu mais de 2 milhões de votos a mais que Lula.

“Ela serviu para comemorar, no primeiro turno, uma eleição vitoriosa do adversário ao presidente Lula, que ganhou por mais de 2 milhões de votos no primeiro turno”, declarou.

Na sequência, Alcolumbre questionou a mudança de posicionamento dos críticos das urnas após o segundo turno.

“Eu queria encontrar um para dizer que só deu errado no segundo turno”, ironizou.

Presidente do Senado também critica ataques pessoais

Além de defender a confiabilidade do sistema eletrônico de votação, Alcolumbre criticou o comportamento de políticos que, segundo ele, utilizaram ataques pessoais e ofensas como estratégia durante a campanha eleitoral.

O senador afirmou que parte dos candidatos priorizou confrontos com autoridades e instituições em vez de apresentar propostas para seus estados.

Ele também mencionou críticas recebidas por não colocar em votação pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ao encerrar o pronunciamento, Alcolumbre pediu que os parlamentares concentrem os debates em temas de interesse da população, como saúde, educação e desenvolvimento econômico.

As declarações ocorreram em um momento de tensão entre a presidência do Senado e integrantes da oposição, após divergências sobre a condução de pautas legislativas.

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Fonte: www.varelanet.com.br