

Uma facção é investigada por controlar a venda de drogas em Rolim de Moura e manter sob seu domínio atividades como rinhas de galos com apostas ilegais. A Polícia Civil de Rondônia informou que a Operação Quirinus cumpre, nesta sexta-feira (6), 7 mandados de prisão preventiva e 21 de busca e apreensão.
A estrutura investigada teria imposto um monopólio sobre o comércio de entorpecentes no município, com funções divididas entre fornecedores, intermediários e revendedores. A apuração também aponta o domínio territorial da facção na cidade e na região.
Uma das redes vendia maconha, cocaína e crack com serviço de entrega. Os pedidos e as entregas eram coordenados em tempo real, com fornecedores definidos e pagamentos via Pix. Outra frente atuava no fornecimento e na revenda de maconha, com um ponto fixo de venda e distribuição aos consumidores finais.
As negociações se repetiam durante semanas, enquanto os envolvidos acompanhavam de perto a atuação da facção na região. Foram reunidos registros de comercialização, imagens de grandes quantidades de drogas e de uma arma de fogo.
No núcleo ligado às rinhas e às apostas ilegais, 10 investigados receberam medidas cautelares. Entre as restrições estão a proibição de participar das rinhas e de manter contato entre si.
Executada pela DRACO2, a Quirinus é um desdobramento de uma ação anterior da unidade. A investigação continua com a análise do material apreendido.
A operação integra as ações da Renorcrim e teve apoio da SESDEC, do Ministério Público de Rondônia, com o GAECO, além da DECCO, do DPI, da IDARON e da Secretaria do Meio Ambiente.
Os investigados do núcleo de drogas podem responder por tráfico e associação para o tráfico. As penas máximas dos dois crimes, somadas, chegam a 25 anos de prisão.
Fonte: www.rondoniagora.com