
O Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos aprovou, na tarde de quinta-feira, dia 5 de novembro de 2026, a lista oficial com 27 minerais categorizados em três níveis de prioridade alta, média e baixa. A classificação orientará a alocação de políticas públicas e recursos de fomento para a criação de uma indústria nacional de processamento e agregação de valor às matérias-primas.
A lei que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos prevê até R$ 7 bilhões em investimentos direcionados ao setor. Para a definição do ranking, o governo utilizou cinco critérios centrais: risco geopolítico, concentração da oferta, grau de substituibilidade do mineral, nível de desenvolvimento da cadeia produtiva no país e dependência externa brasileira. Entre os insumos no topo da lista de alta prioridade estão terras raras, grafita, lítio, níquel, cobalto, cobre, manganês, silício e urânio, elementos indispensáveis para a fabricação de baterias de veículos elétricos, sistemas de armazenamento de energia e ímãs permanentes.
O objetivo da estratégia é posicionar o Brasil como produtor de itens tecnológicos acabados, superando o modelo histórico focado apenas na exportação de matéria-prima bruta. O país detém a segunda maior reserva mundial de grafita, a terceira de níquel e a quarta de manganês. Durante o encontro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou a busca por parcerias internacionais para alavancar a industrialização dos recursos minerais no território nacional.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Quais são os minerais enquadrados no grupo de alta prioridade para investimentos?
Estão na categoria de prioridade alta: terras raras, grafita, lítio, níquel, cobalto, cobre, manganês, silício e urânio.
Qual é o montante total de investimentos previstos pela Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos?
A legislação prevê até R$ 7 bilhões em incentivos destinados a projetos de transformação e processamento mineral.
Quais critérios fundamentaram a classificação dos 27 minerais na lista aprovada pelo Conselho?
A seleção avaliou risco geopolítico, concentração da oferta, capacidade de substituição, estágio da cadeia produtiva nacional e dependência de importações.
Com informações de Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil
Fonte: newsrondonia.com.br