{"id":3953,"date":"2026-11-02T12:03:42","date_gmt":"2026-11-02T12:03:42","guid":{"rendered":"https:\/\/estadaorondonia.com.br\/?p=3953"},"modified":"2026-11-02T12:03:42","modified_gmt":"2026-11-02T12:03:42","slug":"temporada-das-baleias-jubarte-termina-com-menos-filhotes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estadaorondonia.com.br\/?p=3953","title":{"rendered":"Temporada das baleias-jubarte termina com menos filhotes"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>Todos os anos, as baleias-jubarte percorrem quase 4 mil quil\u00f4metros, desde a Ant\u00e1rtida, onde se alimentam, at\u00e9 o arquip\u00e9lago dos Abrolhos, no sul da Bahia, onde acasalam e d\u00e3o \u00e0 luz a filhotes. Mas, este ano, poucos nascimentos foram registrados na &#8220;maternidade&#8221; de baleias do Brasil. <strong>A principal hip\u00f3tese \u00e9 que isso seja consequ\u00eancia do aquecimento global<\/strong>.\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1707105&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1707105&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>Nas contas do Instituto Baleia Jubarte, at\u00e9 setembro, a propor\u00e7\u00e3o de filhotes dentro da popula\u00e7\u00e3o de baleias avistadas foi de apenas 3,35%, bastante abaixo da m\u00e9dia hist\u00f3rica de 9,98%, registrada desde 2014. Durante toda a temporada do ano passado, a taxa bruta de natalidade foi de 10,7%, e o recorde foi verificado em 2024: 16,69%.\u00a0<\/p>\n<p>O diretor de pesquisas do instituto, Milton Marcondes, explica que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas podem estar afetando a disponibilidade de krill na Ant\u00e1rtida. Os pequenos crust\u00e1ceos marinhos s\u00e3o o alimento quase exclusivo das jubartes.\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;Baleias que n\u00e3o se alimentam direito, quando v\u00eam acasalar, n\u00e3o t\u00eam tanta fertilidade, ou a f\u00eamea em gesta\u00e7\u00e3o corre o risco de perder o filhote&#8221;, acrescenta Marcondes.\u00a0<\/p>\n<p>As jubartes n\u00e3o costumam se alimentar durante a viagem, portanto, precisam acumular um bom estoque de gordura antes de partir rumo a Abrolhos, especialmente as que est\u00e3o gestantes e ter\u00e3o que amamentar os filhotes.\u00a0<br \/>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=478580:cheio_8colunas --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/n3WoivkCfBrp3p4o98KIXqoSOFE=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/10\/31\/_rbr6784.jpg?itok=6MbFXWeX\" alt=\"Caravelas (BA), 19\/08\/2026 - Pesquisadores fazem coleta de amostras para pesquisas biol\u00f3gicas das baleias. Baleias-jubartes avistadas no Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, no litoral sul da Bahia.  Elas migram anualmente das \u00e1reas de alimenta\u00e7\u00e3o polar para se reproduzir nos tr\u00f3picos. Abrolhos \u00e9 o principal ponto reprodutivo da esp\u00e9cie e local de concentra\u00e7\u00e3o de cerca de 90% das jubartes que chegam ao Brasil. No Brasil, permanecem no inverno e primavera (junho a novembro). Foto: T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><br \/>\n        <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/n3WoivkCfBrp3p4o98KIXqoSOFE=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/10\/31\/_rbr6784.jpg?itok=6MbFXWeX\" alt=\"Caravelas (BA), 19\/08\/2026 - Pesquisadores fazem coleta de amostras para pesquisas biol\u00f3gicas das baleias. Baleias-jubartes avistadas no Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, no litoral sul da Bahia.  Elas migram anualmente das \u00e1reas de alimenta\u00e7\u00e3o polar para se reproduzir nos tr\u00f3picos. Abrolhos \u00e9 o principal ponto reprodutivo da esp\u00e9cie e local de concentra\u00e7\u00e3o de cerca de 90% das jubartes que chegam ao Brasil. No Brasil, permanecem no inverno e primavera (junho a novembro). Foto: T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><br \/>\n    <!-- END scald=478580 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\"><!--copyright=478580-->Caravelas (BA), Pesquisadores fazem coleta de amostras para pesquisas biol\u00f3gicas das baleias &#8211; <strong>T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=478580--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<h2>Contagens de baleias<\/h2>\n<p>Os dados de natalidade consideram o monitoramento di\u00e1rio feito por pesquisadores do instituto, a bordo de uma barca\u00e7a que transporta celulose entre Belmonte, na Bahia, e Barra do Riacho, no Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>De acordo com Marcondes, eles s\u00e3o mais confi\u00e1veis para estat\u00edsticas anuais, porque a contagem \u00e9 feita diariamente, durante o mesmo per\u00edodo e ao longo do mesmo trajeto, todos os anos.\u00a0<\/p>\n<p>O instituto tamb\u00e9m fez a contagem das baleias avistadas durante 11 cruzeiros cient\u00edficos ao arquip\u00e9lago dos Abrolhos, contabilizando\u00a0431 indiv\u00edduos, sendo 42 filhotes. Essa propor\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foi abaixo da esperada, segundo Marcondes.\u00a0<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, uma contagem maior est\u00e1 sendo realizada por sobrevoo, do litoral de S\u00e3o Paulo ao Rio Grande do Norte, para estimar a popula\u00e7\u00e3o total de baleias jubartes do pa\u00eds. O \u00faltimo levantamento desse tipo foi feito em 2022, calculando um n\u00famero recorde de 34,5 mil baleias.\u00a0<\/p>\n<p>A contabiliza\u00e7\u00e3o deste ano ainda est\u00e1 em andamento, mas deve mostrar menos indiv\u00edduos e filhotes. O diretor de pesquisas do Instituto Baleia Jubarte explica que flutua\u00e7\u00f5es na popula\u00e7\u00e3o s\u00e3o comuns, mas \u00e9 preciso entender o que est\u00e1 afetando a reprodu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o aconteceu s\u00f3 no Brasil. Aconteceu tamb\u00e9m com as jubartes do Pac\u00edfico, que frequentam a costa do Equador, e aconteceu com as jubartes da costa oeste e da costa leste da Austr\u00e1lia&#8230;&#8221;, contextualiza.\u00a0<br \/>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=478547:cheio_8colunas --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/Kv8WN7FZFkXiDaXV9fRFl7X5bX4=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/10\/31\/_rbr7478.jpg?itok=RcF8JW0_\" alt=\"Caravelas (BA), 19\/08\/2026 - Milton Marcondes, diretor de Pesquisa do Instituto Baleia Jubarte e pesquisadores do projeto na embarca\u00e7ao do Projeto Baleia Jubarte. Baleias-jubartes s\u00e3o avistadas no Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, no litoral sul da Bahia.  Elas migram anualmente das \u00e1reas de alimenta\u00e7\u00e3o polar para se reproduzir nos tr\u00f3picos. Abrolhos \u00e9 o principal ponto reprodutivo da esp\u00e9cie e local de concentra\u00e7\u00e3o de cerca de 90% das jubartes que chegam ao Brasil. No Brasil, permanecem no inverno e primavera (junho a novembro). Foto: T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><br \/>\n        <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/Kv8WN7FZFkXiDaXV9fRFl7X5bX4=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/10\/31\/_rbr7478.jpg?itok=RcF8JW0_\" alt=\"Caravelas (BA), 19\/08\/2026 - Milton Marcondes, diretor de Pesquisa do Instituto Baleia Jubarte e pesquisadores do projeto na embarca\u00e7ao do Projeto Baleia Jubarte. Baleias-jubartes s\u00e3o avistadas no Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, no litoral sul da Bahia.  Elas migram anualmente das \u00e1reas de alimenta\u00e7\u00e3o polar para se reproduzir nos tr\u00f3picos. Abrolhos \u00e9 o principal ponto reprodutivo da esp\u00e9cie e local de concentra\u00e7\u00e3o de cerca de 90% das jubartes que chegam ao Brasil. No Brasil, permanecem no inverno e primavera (junho a novembro). Foto: T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><br \/>\n    <!-- END scald=478547 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\"><!--copyright=478547-->Caravelas &#8211; Milton Marcondes (em p\u00e9), diretor de Pesquisa do Instituto Baleia Jubarte e pesquisadores do projeto &#8211; <strong>T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=478547--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<h2>Temporada at\u00edpica<\/h2>\n<p>A diminui\u00e7\u00e3o dos nascimentos tamb\u00e9m est\u00e1 fazendo com que a temporada este ano acabe mais cedo. Geralmente, as jubartes come\u00e7am a aparecer no Brasil em junho, com pico entre julho e outubro, e v\u00e3o embora at\u00e9 novembro.<\/p>\n<p>&#8220;As baleias que vieram acasalar, acasalaram e foram embora. Quem segura a temporada at\u00e9 mais tarde s\u00e3o os filhotes, porque a m\u00e3e tem que esperar ele crescer, desenvolver a musculatura e uma camada de gordura que permita a ele fazer a migra\u00e7\u00e3o at\u00e9 as \u00e1reas de alimenta\u00e7\u00e3o\u00a0e proteja do frio da \u00e1gua de l\u00e1 [Ant\u00e1rtida]. Com menos filhotes, a temporada \u00e9 mais curta&#8221;, explica Milton Marcondes.\u00a0<\/p>\n<p>Os registros de encalhes tamb\u00e9m est\u00e3o at\u00edpicos. &#8220;A maioria dos encalhes, em geral, \u00e9 de filhotes. \u00c9 a fase mais sens\u00edvel do bicho, ele depende da m\u00e3e para alimenta\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o. Se ele se separa da m\u00e3e, acaba morrendo de fome ou atacado por um predador. Tamb\u00e9m tem um sistema imunol\u00f3gico menos desenvolvido&#8221;.<br \/>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=478573:cheio_8colunas --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/jUEAE-eDeylKwd-JfHCZyHoDux0=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/10\/31\/_rbr3724.jpg?itok=GxjnMjNN\" alt=\"Caravelas (BA), 19\/08\/2026 - Eduardo Camargo, diretor executivo na Instituto Baleia Jubarte. Baleias-jubartes s\u00e3o avistadas no Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, no litoral sul da Bahia.  Elas migram anualmente das \u00e1reas de alimenta\u00e7\u00e3o polar para se reproduzir nos tr\u00f3picos. Abrolhos \u00e9 o principal ponto reprodutivo da esp\u00e9cie e local de concentra\u00e7\u00e3o de cerca de 90% das jubartes que chegam ao Brasil. No Brasil, permanecem no inverno e primavera (junho a novembro). Foto: T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><br \/>\n        <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/jUEAE-eDeylKwd-JfHCZyHoDux0=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/10\/31\/_rbr3724.jpg?itok=GxjnMjNN\" alt=\"Caravelas (BA), 19\/08\/2026 - Eduardo Camargo, diretor executivo na Instituto Baleia Jubarte. Baleias-jubartes s\u00e3o avistadas no Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, no litoral sul da Bahia.  Elas migram anualmente das \u00e1reas de alimenta\u00e7\u00e3o polar para se reproduzir nos tr\u00f3picos. Abrolhos \u00e9 o principal ponto reprodutivo da esp\u00e9cie e local de concentra\u00e7\u00e3o de cerca de 90% das jubartes que chegam ao Brasil. No Brasil, permanecem no inverno e primavera (junho a novembro). 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Elas migram anualmente das \u00e1reas de alimenta\u00e7\u00e3o polar para se reproduzir nos tr\u00f3picos &#8211; <strong>T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=478573--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<p>Mas, com poucos filhotes, a segunda categoria mais vulner\u00e1vel acaba se destacando: os animais jovens.<\/p>\n<p>&#8220;Em um ano ruim, um adulto pode saber onde buscar comida, como captur\u00e1-la e ter ainda uma reserva de gordura.\u00a0Os juvenis t\u00eam menor capacidade de estocar gordura e tamb\u00e9m s\u00e3o menos experientes.&#8221;\u00a0<\/p>\n<p>Outro dado at\u00edpico chama a aten\u00e7\u00e3o. Como as baleias juvenis ainda n\u00e3o est\u00e3o prontas para acasalar, elas costumam parar a viagem nos estados mais ao sul. Com isso, os estados campe\u00f5es de registros de encalhe, este ano, s\u00e3o Santa Catarina e S\u00e3o Paulo, ao contr\u00e1rio da distribui\u00e7\u00e3o padr\u00e3o, com maior quantidade no Esp\u00edrito Santo e na Bahia.\u00a0<\/p>\n<p>Por enquanto, o n\u00famero de encalhes \u00e9 menor do que no ano passado: 59 contra 78. Uma pesquisa do instituto j\u00e1 conseguiu correlacionar a baixa disponibilidade de krill na Ant\u00e1rtida, com picos de encalhe registrados em 2010, 2017 e 2018.\u00a0<\/p>\n<p>O recorde de 230 animais mortos na costa brasileira foi registrado em 2021,\u00a0um ano em que tamb\u00e9m houve poucos filhotes. Mas, por causa da pandemia, n\u00e3o foram feitas coletas para estimar a quantidade de krill dispon\u00edvel para a alimenta\u00e7\u00e3o das baleias.\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;Este ano, n\u00f3s n\u00e3o tivemos pico de encalhe. Pelo contr\u00e1rio, os n\u00fameros s\u00e3o relativamente baixos. Mas n\u00f3s estamos tendo mais casos envolvendo juvenis no Sul. Se continuar o problema com disponibilidade de krill, pode ser que no ano que vem a gente tenha uma mortalidade at\u00edpica, porque geralmente \u00e9 cumulativo&#8221;, alerta Marcondes.\u00a0<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><br \/>\n            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/meio-ambiente\/noticia\/2026-10\/temporada-das-baleias-jubarte-termina-com-menos-filhotes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">agenciabrasil.ebc.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Todos os anos, as baleias-jubarte percorrem quase 4 mil quil\u00f4metros, desde a Ant\u00e1rtida, onde se alimentam, at\u00e9 o arquip\u00e9lago dos Abrolhos, no sul da Bahia, onde acasalam e d\u00e3o \u00e0 luz a filhotes. Mas, este ano, poucos nascimentos foram registrados na &#8220;maternidade&#8221; de baleias do Brasil. 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