{"id":4580,"date":"2026-11-05T14:28:36","date_gmt":"2026-11-05T14:28:36","guid":{"rendered":"https:\/\/estadaorondonia.com.br\/?p=4580"},"modified":"2026-11-05T14:28:36","modified_gmt":"2026-11-05T14:28:36","slug":"memorial-a-vitimas-da-violencia-e-reinaugurado-no-complexo-da-mare","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estadaorondonia.com.br\/?p=4580","title":{"rendered":"Memorial a v\u00edtimas da viol\u00eancia \u00e9 reinaugurado no Complexo da Mar\u00e9"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>Na \u00faltima d\u00e9cada, dezenas de moradores do Complexo da Mar\u00e9, conjunto de favelas da zona norte da cidade do Rio de Janeiro, perderam a vida em confrontos armados. <strong>Apenas as opera\u00e7\u00f5es policiais deixaram 160 mortos, entre 2016 e 2025, segundo levantamento feito pela organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental Redes da Mar\u00e9.<\/strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1707807&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1707807&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>Parte dessas v\u00edtimas \u00e9 lembrada em uma instala\u00e7\u00e3o art\u00edstica, concebida pela artista Laura Taves e feita com azulejos azuis e brancos: o Memorial das V\u00edtimas da Viol\u00eancia Armada na Mar\u00e9.\u00a0A <strong>instala\u00e7\u00e3o foi inaugurada em 2022, com cer\u00e2micas contendo os nomes de 127 v\u00edtimas da viol\u00eancia, e agora passou por uma revitaliza\u00e7\u00e3o, com a revitaliza\u00e7\u00e3o dos azulejos e dos jardins, al\u00e9m da coloca\u00e7\u00e3o de bancos e de um vel\u00e1rio.<\/strong> Al\u00e9m disso, foram inclu\u00eddos mais 18 azulejos homenageando outras pessoas que perderam suas vidas. A reinaugura\u00e7\u00e3o ocorre nesta quinta-feira (5).<\/p>\n<p>O local onde o memorial, tamb\u00e9m chamado de Pra\u00e7a da Paz, est\u00e1 instalado \u00e9 emblem\u00e1tico. <strong>Trata-se de uma \u00e1rea lim\u00edtrofe entre duas comunidades sob influ\u00eancia de fac\u00e7\u00f5es criminosas rivais, a favela Nova Holanda e a Baixa do Sapateiro.<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201c\u00c9 uma \u00e1rea que est\u00e1 bastante marcada ali pela luta dos moradores, por sua resist\u00eancia, mas tamb\u00e9m pela viol\u00eancia\u201d, explica a pesquisadora Tain\u00e1 Alvarenga, da Redes da Mar\u00e9. \u201cQuem tamb\u00e9m pinta os azulejos s\u00e3o familiares de v\u00edtimas.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Ent\u00e3o, \u00e9 um memorial que trabalha tanto essa ideia de interven\u00e7\u00e3o urbana, mas tamb\u00e9m de mobiliza\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria. Todas essas a\u00e7\u00f5es feitas na constru\u00e7\u00e3o dele \u00e9 a partir da mobiliza\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias para pensar mem\u00f3ria, direito ao luto\u201d.<\/p>\n<p>O Complexo da Mar\u00e9 tamb\u00e9m realiza, entre esta quinta e o pr\u00f3ximo s\u00e1bado (7), um semin\u00e1rio sobre como construir caminhos de mem\u00f3ria, justi\u00e7a e repara\u00e7\u00e3o para v\u00edtimas da viol\u00eancia armada e seus familiares.<\/p>\n<p>\u201cA gente quer muito, com o semin\u00e1rio, marcar essa ideia da mem\u00f3ria e do direito ao luto das fam\u00edlias de pessoas que foram v\u00edtimas dos confrontos armados entre os grupos [criminosos rivais], mas tamb\u00e9m das opera\u00e7\u00f5es policiais. A gente marca isso no territ\u00f3rio e d\u00e1 a possibilidade de as fam\u00edlias trazerem a mem\u00f3ria e tamb\u00e9m a reivindica\u00e7\u00e3o por melhorias dentro do \u00e2mbito da seguran\u00e7a p\u00fablica\u201d, afirma Tain\u00e1.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/direitos-humanos\/noticia\/2026-11\/memorial-vitimas-da-violencia-e-reinaugurado-no-complexo-da-mare\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">agenciabrasil.ebc.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na \u00faltima d\u00e9cada, dezenas de moradores do Complexo da Mar\u00e9, conjunto de favelas da zona norte da cidade do Rio de Janeiro, perderam a vida em confrontos armados. Apenas as opera\u00e7\u00f5es policiais deixaram 160 mortos, entre 2016 e 2025, segundo levantamento feito pela organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental Redes da Mar\u00e9. 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